Futures
Stock index futures lower after presidential debate; all attention on inflation data (SPX)

Inflation Concerns Rattle Stock Futures as Debate Looms

Stock index futures plummeted on Wednesday, as retail inflation rose in line with consensus on a month-on-month basis. Investors remained cautious ahead of a highly anticipated debate between U.S. Vice President Kamala Harris and former President Donald Trump.

Navigating the Shifting Tides of the Market

Futures Tumble Amid Inflation Concerns

The markets opened on a sour note, with S&P 500 futures (SPX) down 0.5%, Nasdaq 100 futures (US100:IND) declining by the same margin, and Dow futures (INDU) shedding 0.7%. The 10-year Treasury yield (US10Y) fell 1 basis point to 3.67%, while the 2-year yield (US2Y) rose 4 basis points to 3.65%. This divergence in yields reflects the market's uncertainty about the Federal Reserve's next move in its ongoing battle against inflation.

Retail Inflation Rises as Expected

The latest consumer price index (CPI) data showed a 0.2% month-on-month increase in August, in line with consensus expectations. However, the year-over-year rate slid to 2.5%, indicating that the pace of inflation may be moderating. Investors will be closely watching for any further signs of easing inflationary pressures, as this could influence the Fed's monetary policy decisions.

Debate Casts a Shadow over the Markets

Ahead of the highly anticipated debate between Vice President Harris and former President Trump, the markets experienced a mixed session. Deutsche Bank's Jim Reid noted that the debate's impact on the markets was "clearly impossible to isolate," but S&P 500 and Nasdaq 100 futures did move lower during the event. Investors will be keen to see if the debate's outcome has any lasting effects on market sentiment and performance.

Navigating the Seesaw of Investor Sentiment

U.S. stock averages finished Tuesday's trading session in a mixed state, reflecting the seesaw nature of investor sentiment. The markets have been grappling with a range of factors, including concerns about inflation, the Fed's monetary policy, and the potential impact of political events like the upcoming debate.

Seeking Clarity Amidst Uncertainty

As the markets continue to navigate these turbulent waters, investors will be closely monitoring economic data, policy decisions, and political developments for any clues that could provide clarity on the path forward. The ability to adapt to the shifting tides and make informed decisions will be crucial for navigating the current market environment.
Após agredir e ameaçar filhos, pai se justifica: “não comemoraram o Dia dos Pais”

Viatura da GCM de Rio Claro. Foto: Divulgação/GCM/PMRC

Na noite de domingo, 11 de agosto, por volta das 20h36, a Guarda Civil foi acionada para comparecer ao bairro Jardim Maria Cristina após uma denúncia de agressão de um pai contra seus filhos.

Ao chegar ao local, a equipe da viatura 005 entrou em contato com o filho do suspeito, que relatou que seu pai, aparentemente embriagado, havia iniciado uma discussão com ele e sua irmã, proferindo ameaças. Segundo o relato, o pai queria cerveja e, durante a discussão, deu um tapa no queixo da filha, embora sem causar ferimentos, e arremessou uma cadeira na direção dela. Ele ainda teria ameaçado pegar uma faca, momento em que os irmãos saíram da casa e foram até a via pública, de onde ligaram para a Guarda Civil. A mãe das vítimas não estava na residência no momento dos fatos.

Os guardas localizaram o pai, de 53 anos, no quarto da residência. Em depoimento, ele afirmou ter dado um tapa no rosto da filha, justificando que estava insatisfeito por não terem feito nada para comemorar o Dia dos Pais. Em relação à faca, o homem disse que a pegou apenas para assustar os filhos.

O agressor foi encaminhado ao Plantão Policial, onde foi preso em flagrante e autuado por ameaça, com agravante de contravenção penal por vias de fato contra a filha. Ele foi recolhido à carceragem local e permanece à disposição da justiça.

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Estranho caminho: sobre pais, filhos e afetos

*Por Estevam Dedalus

Na sociedade patriarcal, o afeto é visto como algo feminino. É comum os homens não receberem os estímulos educacionais adequados para desenvolvê-lo de maneira plena e muitas vezes serem censurados quando fazem demonstrações públicas desse sentimento. Tendem, por isso, a ser menos.

Segundo a teórica e feminista Bell Hooks, o patriarcado além de impor a subordinação feminina a um sistema de dominação e exploração, também criou uma prisão para os homens, reduzindo a sua capacidade de expressar emoções e de se revelar vulneráveis e empáticos.

O que é valorizado no mundo masculino são valores e sentimentos como a agressividade, a dureza, a coragem, levando assim a repressão de sentimentos e de experiências emocionais mais amplas e complexas. Eles são subjetivamente mortificados desde a infância, o que começa pela socialização primária e é reforçado ludicamente por brinquedos, brincadeiras e jogos, diferentes para meninas e meninos, como pelos papéis de gênero que ambos são ensinados a desempenhar. Com suas potencialidades emocionais comprimidas, os homens vivem o autoisolamento e a inabilidade em lidar com o que sentem. Por outro lado, alguns conseguem desenvolver – a duras penas – uma outra linguagem afetiva. Uma gramática de amor.

Outro dia me deparei com mais um bom filme da recente safra do cinema cearense. Estranho Caminho, do diretor Guto Parente, é uma história sobre afetos, acontecimentos inusitados e uma difícil relação entre pai e filho. A trama se passa em Fortaleza durante a pandemia de covid. O personagem principal David (Lucas Limeira) é um jovem cineasta, que vive em Portugal, mas que está de volta à sua cidade natal para participar de um Festival de Cinema.

David, como todo mundo no início de 2020, foi surpreendido por uma pandemia que levou a um confinamento social, antes de sua participação no Festival. Ele que estava hospedado em uma pousada, com algumas diárias pagas pela organização do evento, se viu preso em Fortaleza, com voo de volta para Portugal cancelado, sem dinheiro, amigos e família.

O único parente na cidade era o seu pai, Geraldo (Carlos Francisco), com quem tinha perdido contato há mais de dez anos e que então resolve procurar em sua casa: um apartamento minúsculo. Velho e bagunçado. Cheio de livros e com aspecto de sujeira. O pai, naturalmente, se mostra surpreso com a chegada do filho; mas não é em nada acolhedor. David fala sobre a dificuldade que vem enfrentando, como não tem mais lugar pra ficar enquanto o seu voo não é remarcado. Ouve do pai que não há condições de abrigá-lo, no momento, mas que anote o seu número de telefone num pedaço de papel para que possa entrar em contato caso as coisas mudem. Aquilo é visto por David como expressão de uma falta de amor, que se sente humilhado e vai embora.

Um tempo depois, recebe de madrugada um telefonema. É Geraldo dizendo que pode passar alguns dias em sua casa. A ida de David para a residência do pai revelará um estranho caminho que os empurram por uma estrada tortuosa em busca de afeto. Geraldo é retratado pela narrativa como alguém cheio de manias, que passa o dia escrevendo algo num computador, que não gosta de ser interrompido e que detesta barulho. Sobretudo, como um homem que não sabe se comunicar de maneira não agressiva com seu filho. Os diálogos são quase sempre tensos e ruidosos, devido mais ao pai do que ao filho, passando a sensação de que podem escalar a qualquer momento. O que deixa a convivência estressante, criando uma sensação de angústia nos espectadores do filme.

David tem que “pisar em ovos” ao caminhar sobre um desconhecido campo minado, de uma relação que nunca se constituiu de fato. A não ser no mundo de sua imaginação ou nas falas de sua mãe sobre a possibilidade dele se reaproximar do pai. O que vemos são escombros. Vestígios arqueológicos de um passado. Eles, no entanto, vão tentando coser, cada um a seu modo, novos laços. Um fosso geracional os separa. David é um jovem com vinte e poucos anos que é “capaz de ir, e que vai muito mais além do que imaginamos”. Geraldo, por sua vez, um homem de 69 anos que foi embrutecido pela vida, com muita dificuldades de expressar os seus verdadeiros sentimentos. Mas que por alguns instantes furtivos, deixa escapar um pouco de afeto e carinho. O que pode ser interpretado como um mísero sentimento afetuoso, uma migalha, é visto por David como algo muito importante. Talvez por sua carência afetiva ou pela situação de desamparo em que se encontra ou mesmo por entender que aquela era a única linguagem de amor que seu pai conhecia.

Ao longo da história, David descobrirá que o pai publicou um livro com orientações sobre como ter uma vida e uma família feliz. Com um capítulo em que ensina as pessoas a lidarem com os filhos de maneira amável e a manter saudável o casamento. Uma contradição flagrante com a sua prática. O jovem ainda vai enfrentar a experiência de ter o pai contaminado pelo coronavírus, o medo da perda e da morte, sempre mesquinha e cruel. O estranho caminho que une essas personagem nos conecta a um destino apontado por Clarice Lispector: “Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei: eis o meu porto de chegada.”

*Doutor em Ciências Sociais e professor da Universidade Estadual da Paraíba

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